Não pude deixar de comentar esse tema tão polêmico, os fanáticos por animes e mangas e afins. Os famosos OTAKUS.
Uns
dizem ser doença, outros problemas psicológicos, mas até onde esse
fanatismo é saudável??? Bom acho que a melhor resposta está dentro de
cada um. É mais fácil se perguntar, será que isso está me fazendo bem?? Se a
resposta for sim, me faz um favor, manda todos os psicólogos tomar no
cú..mas de preferência em lingua otakuana....xD
Sério, tem coisas
que irrita mesmo, eu sou fã a décadas e nem por isso fui considerada
maníaca. Povo inventa demais história. Me considero mesmo uma Otaku *mais precisamente Otome*. Então só pra conheçimento
histórico *eu sou historiadora porra* vou deixar alguns dados que
nenhum otaku que se preze desse deixar de saber:
No Japão:
A palavra otaku em
japonês é, originalmente, um tratamento respeitoso na segunda pessoa (
literalmente "o seu clã" ou "a sua família").
Nos
anos 80, passou a se usar o termo para se referir a fanáticos ou
maníacos. O
humorista e cronista
Akio Nakamori (中森明夫) observou que a palavra era muito utilizada entre
fãs de anime e a popularizou por volta de
1989, quando a
utilizou em um de seus
livros. Este
livro, "A era de M" (Mの時代, M no jidai) descrevia um
assassino em série que se descobriu ser obcecado por
animes e mangás
pornográficos, e que recriava as histórias
estuprando
jovens garotas. A história foi inspirada em um assassino real,
Tsutomu Miyazaki (宮崎勤). Na época, criou-se um grande
tabu em volta do
termo e ele passou a ser usado de forma pejorativa para designar qualquer
indivíduo que se torna obcecado demais em relação a um determinado assunto.
Com o tempo, surgiram diferentes "tribos" de otaku, que se
identificavam de acordo com seus interesses em comum. Algumas delas são:
- anime otaku (Animação
Japonesa)
- manga otaku (Histórias
em quadrinhos)
- pasokon otaku (Computadores)
- gēmu otaku (Videogames)
- tetsudō otaku (Miniaturas,
como trens de
brinquedo)
- gunji otaku (Armas
e coisas militares)
- auto otaku ou jidosha otaku (carros,
em especial os
kei-jidosha e demais modelos destinados ao mercado interno japonês)
Pode-se associar os otakus aos hikikomoris
quando a obsessão por um determinado tema atinge o seu ápice, culminando no
isolamento do indivíduo em relação àquilo que não tem relações com o tema em
questão e gerando os problemas psicológicos que caracterizam um hikikomori.
No ocidente,
uma palavra com um sentido próximo seria "maníaco" ou "fanático". As palavras
maniakku ou mania (do
inglês "maniac") também são usadas do mesmo modo para pessoas que tem
muito interesse, mas de uma forma mais amena e saudável: anime maniakku,
gēmu mania, etc. Este uso seria equivalente à palavra "fã" no ocidente.
No Brasil
Este termo foi primeiramente introduzido no Brasil provavelmente pelos
membros da colônia japonesa existente no país, mas ficou restrito às colônias e
ao seu sentido original (o tratamento respeitoso na segunda pessoa, literalmente
"sua casa" ou "sua família"). Porém, o sentido mais novo foi introduzido na
época da "explosão" de dekasseguis, ocorrida no final da década de 80, quando o
termo já havia adquirido seu sentido pejorativo e o fluxo de dekasseguis do
Brasil para o Japão se intensificou.
Porém, a popularização do termo, e em certa medida até mesmo do anime e do
mangá no país se deu graças a primeira revista especializada de anime e mangá no
Brasil - a "Animax". Em tal revista utilizou-se provavelmente pela primeira vez
a palavra otaku no mercado editorial brasileiro para agrupar pessoas com uma
preferência por animação e quadrinhos japoneses. Como pôde ser percebido mais
tarde, o significado original do termo e a visão pouco favorável que a sociedade
japonesa tinha dos otakus não foi citada: o termo fora citado na Animax como
sendo somente um rótulo utilizado por fãs de anime e mangá no Japão, e este foi
o estopim da grande polêmica.
A omissão de explicações precisas sobre o termo e a posterior
popularização de seu sentido já distorcido teve repercussões logo de início: fãs
de anime mais velhos e membros da comunidade japonesa que conheciam o sentido
original do termo otaku antes da popularização do mesmo foram os primeiros a
protestar contra a popularização da distorção do significado da palavra, sendo
prontamente rotulados de "anti-otakus", por supostamente "transformar o termo em
algo pejorativo". As discussões sobre o termo dentro da comunidade de fãs de
anime se iniciaram, sendo esta a primeira possível polarização aceitável como
tal dentro da comunidade: muitos membros se denominavam como "fãs de anime" em
tentativa de escapar do rótulo de otaku, por saberem do significado pejorativo
que a palavra carrega e admitirem tal significado como o correto; enquanto outra
parte se denomina prontamente como otaku e prega que não há sentido pejorativo
na palavra.
As discussões continuam até o momento presente, em locais que vão desde
fóruns especializados em anime e mangá a comunidades no Orkut, mostrando ainda
um traço de polarização em relação ao termo e nenhuma conclusão em definitivo
sobre o mesmo. Nos últimos anos, porém, é cada vez mais comum ver programas
através dos meios de comunicação utilizando a palavra otaku em seu sentido
alterado, posto que a grande maioria não conhece a história do termo, e são
justamente estes que recebem mais atenção da mídia. Apesar disso, deve-se
observar que lingüisticamente deveria se utilizar a palavra em seu sentido
original, como foi citado anteriormente no artigo.
Bom, qual a lição que eu quero passar? nenhuma, fiz isso
só pra informar que já saiu o episódio da Semana de Naruto
Shipuuden...xD
PS: e o mangá tbém..hohohohoho
d-.-b: Kousai - Alice Nine.